O tapa de Will Smith e nossa Indigência Intelectual

1. Pusilânimes e indigentes

Quando alguém que se imagina intelectual deixa de tratar de temas espinhosos por medo de eventuais vaias, com certeza deve reconsiderar a profissão. Depois de certo tempo nesse ofício, já temos alguma noção de qual é nossa plateia – o que a agrada e quais textos devem ser escritos, de modo a ganhar os aplausos costumeiros. Seja vaidade, seja covardia, essa percepção, caso não endereçada adequadamente, torna-se um caminho bastante curto em direção à pusilanimidade. Embora o arrivismo também represente um risco, aquele que se pretende intelectual e deseja oferecer uma reflexão mais sofisticada e crítica sobre a realidade precisa se dispor a enfiar a mão na caixa de marimbondos das polêmicas públicas. Mas não se trata de entrar nessa arena para defender a posição que mais satisfaz nosso eleitorado: trata-se, antes, de afirmar aquilo que consideramos uma observação honesta sobre o real.  No entanto, principalmente no campo progressista, nota-se esse comportamento oportunista que estou a criticar. O medo do cancelamento tem interditado debates, opiniões e análises, enquanto favorece a busca hipócrita pelo elogio fácil.

À ação dos canceladores, soma-se o fenômeno da indigência intelectual no mundo contemporâneo. Essa, como uma condição de pobreza extrema, costuma ocorrer de forma involuntária em sua versão material. A menos que se recorra ao que há de mais tacanho em matéria de moralismo, a pessoa despossuída de tudo – moradia, vestuário, alimentação, amigos – está nessa situação por algo que lhe transcende. Uma tragédia pessoal ou uma condição estrutural difícil de superar: pode ser o caso de uma condição psíquica em um país que criminaliza e ostraciza a loucura; a miséria de quem se encontra na base da pirâmide social; uma família que se desagregou para além de qualquer “conserto”; etc. Por sua vez, a indigência intelectual, ao menos a que pretendo abordar, parece o resultado de escolhas individuais e/ou a consequência de uma escolha coletiva em um momento histórico de radical recusa à complexidade. Trata-se da recusa à análise crítica, em maior profundidade, mobilizadora de ferramentas teóricas sofisticadas. Isso porque a opinião estridente, o desejo de fuzilamento retórico do adversário e a ânsia por engajamento e cliques garantem maior atenção e orientam as atitudes de quem encarna uma caricatura de intelectualidade. Ao que parece, a dinâmica das redes sociais, das frases curtas, tiradas sarcásticas e do formato audiovisual superam, por larga margem, o interesse que um texto ou fala ponderada é capaz de mobilizar.

Essa indigência também resulta da busca de conexões emocionais e carismáticas com o público, nesse contexto em que a racionalidade e a moderação cedem lugar a recursos de ordem estética e psicológica. Ora, que o racismo, machismo, homofobia, gordofobia e afins causam repulsa em qualquer pessoa minimamente esclarecida, não há dúvida. Causam, inclusive, o desejo de reações violentas e apaixonadas. No entanto, cabe perguntar: a superação dos desafios deste momento histórico ocorrerá por meio do tapa e da gritaria? E, ainda que fosse essa a solução, é papel de quem se propõe a uma leitura racional da realidade reproduzir o tapa e a gritaria, contentando-se com isso?

Além da vaga emocional e agressiva, também há algo a ser dito sobre a atual onda de reabilitações históricas. Acho previsível que celerados reacionários se disponham a ver virtudes em regimes totalitários, golpes de Estado e o monopólio da tradicional família branca heteroafetiva. Entretanto, o campo progressista parece invejar tal postura. Nesse sentido, a Idade Média, Josef Stálin e o BBB (Big Brother Brasil) voltaram com tudo. No caso da primeira, a pretexto de corrigir exageros iluministas, temos o caso clássico do bebê e da água do banho descendo pelo ralo: não só se cogita que o obscurantismo feudal cristão não foi tão horrendo assim, como os valores que fundaram as democracias liberais teriam sido superestimados. Isso posto, restam duas opções: você pode desejar um retorno ao marasmo da produção agrícola feudal, embalada por cânticos cristãos e tétano, ou abraçar a retórica ultraesquerdista de destruição total e completa de todo e qualquer legado liberal – inclusive aqueles valores que ajudaram a formular documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O camarada Stálin, por sua vez, é a resposta à esquerda do delírio olavista à direita. Os extremos se acirraram de tal modo, em sua desconexão com a realidade, que parece razoável louvar um maníaco homicida bigodudo para fazer frente às barbaridades neofascistas que vemos por aí. E o BBB? Esse pan-óptico televisivo, que vai ao ar em uma emissora que é uma central eterna de distorção da realidade, tornou-se o novo bastião do campo progressista. É de revirar o estômago e estimular o vômito quando você percebe que boa parte da pretensa inteligência brasileira resolveu abraçar um programa cujo nome é uma referência às piores práticas totalitárias. As mesmas pessoas que criticam a inclusão pelo consumo, o “pink money” e o “libfem” acreditam que a libertação de periféricos e marginalizados virá de sua eventual vitória nesse jogo de horrores – de vigilância permanente e publicidade desavergonhada. Em tempo: quando algo parecido foi visto no filme O Show de Truman – O Show da Vida (The Truman Show, 1998), o desconforto foi generalizado. Hoje, muitos querem participar de uma encenação desse tipo.

2. A conjuntura: Will Smith e o tabefe em Chris Rock

O Brasil é este país no qual a esquina formada pelo encontro entre olavismo e esquerda cirandeira se materializa no notável vazio de conteúdo do debate público. Como já dito, em diversos setores de nossa sociedade as pessoas perderam a capacidade de analisar qualquer situação cuja complexidade vá além de uma disputa entre o Super Homem e Lex Luthor. Aliás, importante ponderar que, se estivéssemos a falar de um problema só do Brasil, talvez fosse algo mais compreensível – eis um país que legou um notável sortimento de insanidades ao mundo. Creio, porém, ser um problema global: o evento que pretendo analisar neste tópico ocorreu nos Estados Unidos e chegou a nós pela internet, essa rede que é um epifenômeno de nossa Idade das Trevas Digital.

Hipérboles pouco engraçadas à parte, imagine a seguinte situação. Você está em uma premiação conhecida popularmente como Oscar, em que é feita uma distribuição de prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Esse é um daqueles pontos no espaço-tempo em que se permite a total suspensão de qualquer juízo analítico: grandes estúdios, críticos, artistas e técnicos do ofício cinematográfico se reúnem para, de forma absolutamente obscura, com critérios imperscrutáveis, premiar filmes e performances que demonstrem, em tese, elevado valor artístico. Por um caminho distinto e mais honesto, é um prêmio de contornos altamente comerciais, que negligenciou todo tipo de minoria ao longo dos anos e que submete as mulheres a situações vexatórias e/ou machistas desde sempre. Esse é o prêmio, importante lembrar, que já entregou o título de melhor filme às bombas Gladiador (2000), Titanic (1997) e Coração Valente (1995). Avalie.

Pois bem, na premiação do ano de 2022, o ator Chris Rock, mestre de cerimônias em 2005 e 2016, apareceu para apresentar o prêmio de melhor documentário. Um comediante que, entre outros pretensos talentos, pratica o “humor do insulto”. Trata-se de fazer piada com quem estiver por perto, da forma mais ofensiva possível, acertando todo tipo de alvo da intolerância: cor, peso, orientação afetiva, altura, idade, ausência de cabelos e por aí vai. Esse tipo de humor, muito praticado nos Estados Unidos, é quase uma instituição nacional, uma linha auxiliar bastante valorizada do stand-up comedy. Rock foi o primeiro a fazer isso no Oscar? Com certeza, não. Inclusive, tudo aquilo que parece tão espontâneo na tela costuma ser bastante ensaiado, justamente para que soe natural. Isso quer dizer que muitas das piadas horripilantes contadas para o mundo, ao vivo, nas diversas edições do prêmio, foram ensaiadas e aceitas pela direção do evento.

Vamos rever a situação, para evitar possíveis deslizes da memória: convidaram, para apresentar a entrega de um prêmio, um sujeito que faz piada humilhando pessoas em uma rotina de humor insultuoso contra o maior número possível de alvos na plateia. Algo como contratar alguém para fazer bullying, ao vivo, em rede mundial de televisão. Em anos/edições anteriores, contrataram, na condição de apresentadores, figuras como Billy Chrystal, Steve Martin, Whoopi Goldberg, Jimmy Kimmel e o próprio Chris Rock para fazer esse tipo de barbaridade ao longo de todo o evento. Neste ano, embora não fosse o mestre de cerimônias oficial, Mr. Rock insultou Jada Pinkett Smith, esposa de Will Smith, durante a entrega de um prêmio. Ele achou razoável fazer um chiste da condição de alopecia/calvície de Jada – algo particularmente doloroso para uma mulher, por conta de todas as questões quanto a padrões estéticos e autoestima. A atriz, que fala abertamente sobre a condição, estava com a cabeça completamente raspada e Rock se aproveitou desse fato para fazer uma piada de péssimo gosto. Jada chegou a revirar os olhos durante o monólogo, tamanho o desconforto causado. Assim, o comediante que pratica bullying, e que foi chamado a participar desse evento para praticá-lo, o fez. E todos, de forma simultânea, colocaram a mão no queixo e repetiram: “oh, meu Deus, isso é bullying!”

O desenlace não poderia ser mais grotesco: o marido da pessoa ofendida levantou da plateia, caminhou até o palco, deu um tapa em Rock, se sentou e começou a gritar para que ele tirasse o nome de sua esposa da boca. E aí temos dois grupos de pessoas: aqueles que condenam o ato de forma peremptória, como se Will Smith fosse o ser mais impulsivo de todo o planeta; e aqueles outros que consideram esse gesto de legítima defesa da honra o suprassumo do feminismo por mãos masculinas. Em tempo: Rock, Jada e Will são três pessoas negras. A imagem que ficará desse Oscar é a de um homem negro estapeando outro homem negro, em defesa de uma mulher negra, em um verdadeiro teatro do absurdo.

Esse é o tipo de situação-armadilha em que as versões estruturais do machismo e do racismo materializam-se e interseccionam-se. De tão fundamentalmente estrutural e, portanto, naturalizado, ninguém questiona o contexto problemático em que esses fatos se desenrolaram. Contexto em que uma pessoa é contratada por sua habilidade em insultar e submete ao ridículo outra pessoa, doente, que será defendida pelo uso da violência física.

Passa o tempo, a cerimônia avança e chegamos ao momento histórico em que um ator negro, após atuar em um filme sobre duas das maiores atletas (negras) de todos os tempos – as tenistas Venus e Serena Williams – recebe o prêmio de melhor ator. Após respirar fundo, quando poderia denunciar o constrangimento a que sua companheira foi submetida e justificar seu ato, Will Smith preferiu fazer um lindo discurso místico de autoajuda amorosa familiar.

Aplausos generalizados, ao menos em nosso país e em nossa inteligência progressista, para tal ato. A quem ousou criticar a cena, comentários pouco graciosos nas redes. Alguns exemplos: somente os homens que não defenderiam suas esposas criticando Will Smith; homem branco falando que o Will Smith tá errado merece patada; bateu foi pouco, queria ver se fosse você; e amabilidades do tipo.

A capacidade analítica de nossa sociedade, à esquerda e à direita, se resume a isso? A uma radical simplificação de uma situação em que convergiram dúzias de preconceitos institucionalizados, aprovados e interminavelmente repetidos? Parece que a melhor resposta que temos a oferecer é: homem que é homem larga a mão na cara do amiguinho que fez piada da sua namorada! Mas que ótimo exemplo de autonomia está sendo ensinado às meninas. Os mecanismos estruturais de reprodução do preconceito e intolerância se mantêm, entre outros motivos, pela completa incapacidade de avaliação para além do gozo estético do tapa em quem detestamos. Tem gente comentando o paredão da semana no BBB enquanto fala como Will Smith tratou sua mulher como rainha. Em um caso e outro, a naturalização da estrutura de opressão é tão radical, a adesão ao construto ideológico é tão molecularmente plena, que as pessoas são incapazes de notar dois fatos essenciais. Primeiro, que as múltiplas camadas de violência contidas naquele tapa se voltam às próprias vítimas da situação que desencadeou o tapa. Aquele foi um gesto que partiu de uma pessoa negra contra outra pessoa negra por uma ofensa contra uma terceira pessoa, também negra, em uma cerimônia que discrimina negros. Segundo, o BBB é assistido justamente por sua capacidade de produzir cenas absurdas de competição desenfreada por um prêmio em dinheiro: traições, ofensas, abusos, exposição de carne humana, mercantilização de todas as imagens possíveis e imagináveis, tudo isso em uma anti-realidade que se vende como realista. Mesmo assim, a vitória de uma pessoa negra ou de uma mulher nessa máquina de moer humanidades é vista como libertadora, algo para comemorar gritando na janela. Mais uma vez: avalie. 

Ora, não se trata de posar como o grande mestre do equilíbrio. Mas, antes, de perguntar que tipo de intelectualidade estamos produzindo. Lógico que socar quem comete esse tipo de grosseria é um reflexo instantâneo de qualquer pessoa que se preocupe com seu companheiro. No entanto, é preciso perguntar: a análise sociológica do ato deve ser uma aprovação efusiva do tapa? A nossa resposta à barbárie é a aprovação e a reprodução da barbárie? Idealmente, quando uma criança revida uma situação de bullying e arrebenta o coleguinha de pancada, recebe aconselhamento psicológico; uma suspensão; a escola conversa com seus pais; etc. Quando um adulto faz o mesmo, as vestais da militância se apressam em dizer que “bateu foi pouco”.

Meu Deus do céu, por maior que seja meu esforço para manter um tom neutro, não é possível que vocês reduzam essas desgraças televisivas a algo simpático, merecedor de aplausos.

3. A parte que me cabe neste latifúndio

Acho importante dizer e direi: a minha política pessoal, no que diz respeito ao meu papel como intelectual, é a de que eu digo o que eu quiser, quando me der vontade. Sou antropólogo, acredito em alteridade, na confrontação de pontos de vista e experiências de vida, e devo dizer que o lugar de fala é muito importante para rebater ignorâncias de quem não faz a mais pálida ideia sobre a realidade alheia. Também é importante como testemunho de memória social. E é isso. Eu sou um antropólogo que acredita no exercício de alteridade para troca de experiências e um weberiano que acredita em racionalidade e em alguma objetividade do conhecimento; justamente por isso, o lugar de onde você fala não necessariamente lhe aproxima de uma pretensa verdade. Assim, eu falo sobre o que me sinto habilitado a falar e deixo que todos e todas à minha volta julguem a qualidade do discurso e da análise. Caso isso resulte em críticas, aí estamos para recebê-las.

O uso político do lugar de fala tem seu valor e cumpre um papel fundamental para garantir espaço no debate público, nem que seja a fórceps, de grupos historicamente silenciados. Mas há que se tomar cuidado com essa ferramenta. Porque, como já exemplificado, o fato de ser mulher não cria automaticamente um discurso mais preciso sobre o que é ser mulher. Fosse isso verdade, o que dizer de uma boa quantidade de mulheres reacionárias no cenário político que afirmam ser o feminismo um ajuntado de histórias fantasiosas e que felizes eram as mulheres submissas aos seus homens? Depois, que mulheres falem sobre mulheres, negros sobre negros, indígenas sobre indígenas, que a comunidade LGBTQIA+ fale sobre si, tudo isso significa um avanço notável para todo um universo social sistematicamente calado, ofendido e violentado. Mas esse é o ponto final? Que esses grupos falem sobre si e que outros grupos, em um jogo de proibições interseccionais, não possam fazê-lo, é suficiente? Esse é um terreno pantanoso e traiçoeiro. Creio que a igualdade e a liberdade somente podem ser comemoradas quando radicais: é preciso ser radicalmente livre e radicalmente igual. Na discussão antropológica e cultural isso só será possível quando o encontro entre diferentes também for radical. A riqueza da antropologia eurocêntrica, com seus infinitos problemas e violências, vem do fato de que existiam sociedades brancas e colonizadoras curiosas de um mundo que não conheciam. Disso temos, por exemplo, as grandes etnografias de Evans-Pritchard, Malinowski, Leach, Firth e vários outros. Essas pessoas, com curiosidades acadêmicas legítimas e interesses políticos pouco elogiosos, se dispuseram a calçar os sapatos dos povos que decidiram estudar. Dessa fricção intercultural, surgiu aquilo que se estuda como antropologia nas universidades deste planeta, sejam elas desconstruídas ou não. O que eu espero é que todos os grupos marginalizados, silenciados e violentados possam fazer o caminho inverso. Quero ler e espero que se tornem banais em nossas prateleiras as etnografias dos negros e indígenas sobre brancos, dos africanos sobre europeus, mulheres sobre homens, pobres sobre ricos, que os gordos se sintam à vontade para perguntar “como é ser magro?” O tal empoderamento, portanto, não viria do lugar de fala, mas do direito à pergunta.

Sobre o gesto de Smith, quero dizer que, em um cenário da vida privada, nos cantos mais recônditos da minha mente masculina, nada mais agradável e viril que dar um tapão em quem discrimina e ofende uma companheira. Esse ato, no entanto, não escapa da lógica masculina e machista da demarcação de território. Nesse sentido, o teste experimental vem da seguinte pergunta: fosse outra mulher, que não sua esposa, ele teria estapeado Chris Rock?

Seja por inclinação política, por apreço humanístico, ou covardia física, sempre preferi a abordagem não-violenta. Acho que é uma herança de minha formação construtivista-salesiana. De todo modo, a não-violência tem efetividade política e foi capaz de demonstrá-la ao longo da história – na independência da Índia e do Paquistão; na luta pelos direitos civis das populações afro-americanas nos Estados Unidos; no fim do apartheid na África do Sul; nos empates de Chico Mendes. Em todas essas situações, foi preciso muita coragem, inclusive física, para expor publicamente a violência extrema do opressor.

Por fim, as mensagens em redes sociais que classificam como o rebotalho da luta social quem não compactua com o tapa, devem ser entendidas como baixaria retórica de canceladores/as profissionais. Aliás, se é para adjetivar, a diferença entre o cancelador e o linchador é apenas de grau. Ambos querem arrebentar de pancada os que julgam ser traidores. No caso do campo progressista, as iminências que aplaudiram a demonstração de violência são as mesmas que, muitas vezes, falam sobre tarô, astrologia e o poder curativo dos óleos essenciais. De certo modo, é uma honra ser criticado por quem acredita na efetividade medicinal do quartzo rosa e produz análises em uma vastidão de 280 caracteres. Avalie.


Referências

BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio D’Água, 1991.

COHN, Gabriel. Crítica e Resignação. Max Weber e a teoria social. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

DELEUZE, Gilles. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. In: Idem, Conversações. São Paulo: Editora 34, 1992.

ECO, Umberto. O fascismo eterno. Rio de Janeiro: Record, 2018.

GIDDENS, Anthony & SUTTON, Philip W. Conceitos essenciais da Sociologia. Segunda edição. São Paulo: Editora Unesp, 2017.

LALLEMENT, Michel. História das ideias sociológicas: das origens aos  contemporâneos. Volume único. Petrópolis: Vozes, 2018.

ORWELL, George. 1984. São Paulo: Cia das Letras, 2009 [1949].

VIANA, Silvia. Rituais de sofrimento. São Paulo: Boitempo, 2015.

VIEIRA FILHO, Antonio Gracias. A crise do método científico e a esquina da Virgínia com a Santa Cecília. Portal Sociologia da Gestão. Acesso: 28 de mar. 2022. Disponível em: https://sociologiadagestao.com/2021/01/13/a-crise-do-metodo-cientifico-e-a-esquina-da-virginia-com-a-santa-cecilia/

WEBER, Max. A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004 [1905].

___________. Economia e sociedade. Vol. 1. Brasília: Editora da UnB, 1999 [1922].


Agradecimento

Este ensaio recebeu a colaboração competente e generosa de Catarina Eya Campiello Contipelli. Muito obrigado, querida. O seu trabalho de revisão dos originais foi magistral. 


Imagem destacada: foto de Alex Fu via Pexels.com.

Adquira e colabore para manutenção do Portal Sociologia da Gestão: