Aparelhos ideológicos corporativos

O texto a seguir possui duas partes. Ainda que as discussões conceituais levantadas em ambas estejam totalmente conectadas, em termos literários há certa desconexão de estilos e de tom. A primeira parte trata de utopias, do que vai mal em nossa sociedade e de como podemos superar problemas e desafios. A segunda realiza uma reflexão mais árida, em que tento desenvolver o conceito de aparelhos ideológicos corporativos. Desse modo, se você deseja ler um ensaio de traços até emotivos, fique com a primeira parte; se está interessado nisso e em alguma meditação sociológica, leia tudo.

Parte 1: O que não se pode comprar

Não é possível comprar autonomia intelectual. Escolas muito caras oferecem formações completas em ignorância, enquanto outras, mais modestas, mas com projetos pedagógicos arrojados, se aproximam de uma educação para autonomia. Esses projetos audazes, que se propõem a fazer pensar criticamente, necessariamente se opõem à hegemonia do capital.

1. Os problemas que enfrentamos

A humanidade, de forma geral, e o Brasil, em particular, vivem uma crise de propósito sem precedentes. Não sabemos exatamente o que fazer, para onde ir e não há um projeto claro para continuidade de nossa espécie. O que mais se aproxima de um plano, se é que podemos considerar desse modo, é a ideia de fabricar e consumir coisas até que o mundo literalmente se acabe. Acho difícil escapar do diagnóstico de que os valores da modernidade e do iluminismo, que nos inspiraram ao longo de quatro séculos, entraram em crise de difícil solução. A desconexão entre avanço tecnológico, racionalidade e ética criou um mundo em que o smartphone tem cinco câmeras, vale matar a mãe para bater a meta e é melhor usar óleo essencial que vacinar os filhos. Em outras palavras, o esvaziamento ético da racionalidade não freou o desenvolvimento de aplicações técnicas e tecnológicas, mas foi capaz de deixar os indivíduos simultaneamente mais mesquinhos e vulneráveis ao charlatanismo.

Em minha avaliação, a educação e os sistemas educacionais possuem protagonismo nessa crise. Não me refiro, aliás, apenas às escolas: é preciso ver toda a rede de instituições que, de algum modo, contribuem para deformação ideológica de nossas crianças e jovens. Caso tivéssemos de elaborar uma lista, deveríamos incluir os currículos escolares; os institutos de difusão ideológica pretensamente chamados de think tanks; as organizações para formação política de “novas lideranças”; institutos culturais ligados a empresas; e as próprias corporações. Trocando em miúdos, entram nesse catálogo um conjunto de entidades que, a pretexto de defender a liberdade e a democracia, contribuem largamente para formação do totalitarismo do capital. Representantes dessa lista no Brasil incluem o Instituto Millenium, Fundação Lemann, Fundação Estudar, Instituto Brasil 200, Fundação Bradesco, Instituto Itaú Cultural e afins.

Quanto aos currículos escolares, podemos dizer que fazem parte do problema pois, ainda que orientados a partir de políticas públicas produzidas e geridas por entes estatais, tais documentos encontram-se cada vez mais permeáveis à influência corporativa. Isso pode ser percebido todas as vezes em que se diminui a carga horária voltada à formação crítica e reflexiva, sobretudo aquela integrada às ciências humanas e sociais. A cada reforma curricular, temos menos História, Filosofia, Geografia, Literatura e Sociologia. O que entra em seu lugar? Empreendedorismo, empregabilidade, “projeto de vida”, matemática (da forma mais tacanha e financeira possível) e tudo aquilo que afirmam ser muito útil para atrair dinheiro – ao contrário dessas baboseiras de Aristóteles, Marx e Graciliano Ramos.

As corporações e suas extensões ideológicas, em articulações cada vez mais ousadas e sofisticadas, disseminam valores anti-humanos por uma rede de aparelhos ideológicos corporativos. O que se busca é a colonização de todos os espaços disponíveis na sociedade, da arena pública à psiquê dos indivíduos. Na reprodução do atual estágio do modo de produção capitalista, não há brechas para formas alternativas de pensamento: valores, sentimentos, símbolos, práticas, tudo se torna matéria-prima para o capital. Tudo se torna informação disponível para venda de produtos e tudo se torna imagem comercializável – ou, em novilíngua, instagramável.

A maior prova de que não se trata de exagero quando se utiliza o conceito de totalitarismo é a impossibilidade de se trabalhar, pensar ou discutir fora das categorias analíticas oferecidas pelo capitalismo. Não existe nada além da eficiência; do humor dos investidores; da balança de pagamentos; da racionalidade fria e insensível das tabelas. Não se trata, portanto, da velha imagem do regime totalitário estatal, em que algum ditador ou partido fiscalizavam a vida dos indivíduos. O que se vive hoje é, a um só tempo, um fenômeno muito mais amplo e etéreo. Para além da vigilância eletrônica, permanente e camuflada, o domínio se organiza em rede e tem caráter espiritual: somos submetidos em nossas categorias mais elementares de entendimento do mundo e repetimos, como se fosse mera função fática da língua, o fato de que uma previdência sem deficit importa mais que velhinhos morrendo de fome. Trata-se de algo tão pleno, insisto, que os antigos críticos do sistema converteram-se em caricaturas e ajudam a reproduzi-lo. Aqueles que poderiam encarnar uma crítica conservadora decidiram abraçar o reacionarismo hidrófobo em último nível, com o desejo de que todo o mundo se torne uma gigantesca catedral gótica medieval, mal iluminada e com cânticos desconexos em latim. À esquerda, há quem enxergue libertação popular em vitórias de mulheres e negros no Big Brother Brasil. Nesse campo, também há defensores da importância do “empreendedorismo do bem”, super cooperativo e colaborativo, e da necessidade de abraçar a pauta da responsabilidade fiscal. Aliás, nada mais coerente que um “banco de esquerda”, não? Pois é, isso já existe também.

2. A necessidade de uma educação radical

Uma educação radical e verdadeiramente revolucionária é, inescapavelmente, uma educação para autonomia. Ao contrário do que afirma a idiotia olavista, Paulo Freire está certo. Essa educação deve oferecer ao conjunto da sociedade – e a cada indivíduo em particular – ferramentas capazes de desafiar e superar a ideologia vigente. Devemos tornar verdadeira a fábula do Barão de Münchhausen, em que este teria saído de um pântano puxando-se para fora pela peruca. Ou, de maneira menos pomposa, sem a ajuda de salvadores ou líderes carismáticos, cada pessoa deve ser capaz de superar a situação de servidão intelectual em que está aprisionada. Ainda que a emancipação seja projeto coletivo e essa autonomia deva ser construída pela vontade de todos os oprimidos, há uma dimensão dessa liberdade e dessa libertação que, para ser verdadeiramente autônoma, deve ser pessoal.

Sim, é preciso que se ensine algo que as escolas não fazem há tempos: é preciso que se ensine a pensar e a pensar contra. Afinal, por que a tal empregabilidade? Por que o limite claustrofóbico de um Estado burguês, com uma sociedade burguesa, valores burgueses e uma infinidade de pequenos burgueses? Ainda que essa fosse a mais chata e conteudista das aulas, deveríamos ter professores a ensinar sobre a necessidade de mudanças radicais, do fim dos bilionários, do fim da concentração de renda pornográfica, deveríamos ensinar, enfim, sobre o fim do consumo. A escola deveria ser o espaço da Filosofia, dos clássicos da literatura, de todos os temas e autores malditos, da reforma agrária e educação sexual aos textos de Marx, Nabokov e Virgínia Woolf. A escola deveria ser o lugar sagrado das ideias não comercializáveis e, por isso, profundamente humanas.

Ao mesmo tempo em que buscamos a realização de propósitos tão violentamente disruptivos, devemos ensinar a moderação, o equilíbrio e a civilidade, mesmo a doçura, para com o diferente, o divergente e o diverso.

3. Deveríamos ensinar astronomia

Em verdade, todo chorume de origem corporativa deveria ser descartado. Todos os aparelhos ideológicos corporativos, esses grandes reprodutores valorativos e simbólicos do capitalismo, deveriam ser fechados. Todos os conteúdos do empreendedorismo extirpados dos currículos. Feito isso, transformaríamos todos os prédios e todas essas horas-aula em espaços e momentos disponíveis para o ensino de astronomia. As crianças aprenderiam sobre a vastidão do cosmo, seus bilhões de galáxias e seu sextilhão de estrelas. A conta interminável de planetas, a possibilidade de vida alienígena, os buracos negros, buracos de minhoca, forças gravitacionais, os mistérios da criação de tudo que existe… Definitivamente, deveríamos ensinar que, ainda que todas as planilhas fiquem azuis, todos os orçamentos equilibrados, que fabriquemos milhões de carros e smartphones de cinco câmeras, ainda que alcancemos a máxima eficiência administrativa e não nos falte fumaça, fábrica e emprego, ainda assim, esta é a única Terra que conhecemos. Ela é finita, a nossa bolinha de gude azulada na infinitude negra do espaço sideral. Não há para onde ir, não há possibilidade de mudança e, ainda assim, isso não nos impede de depredar o meio ambiente e odiar nossos vizinhos. Ficamos perfeitamente à vontade para, diante de tantos mistérios maravilhosos e desafiadores, desperdiçar uma existência como vendedores, gerentes, publicitários, modelos, turismólogos e barbaridades do gênero. Existências que começam às 5:00 e se encerram tarde da noite, marcadas pela exaustão e o vazio de sentido. Talvez se as pessoas soubessem que em um dos polos de Saturno há um gigantesco e perfeito hexágono feito de gases, finalmente compreenderiam que uma revolução deve acontecer.

Quem sabe, enfim, toda essa reflexão seja utópica e esse projeto de mudança, inexequível. Eu, todavia, recuso tal entendimento. Admitir a impossibilidade dessa transformação seria abraçar o totalitarismo do capital. E isso não pretendo fazer, por dois motivos: porque ainda quero ver Carolina Maria de Jesus se tornar conteúdo obrigatório em todas as nossas graduações universitárias; e porque quero passear pelas planícies marcianas, conversando sobre Filosofia com algum habitante de Proxima Centauri B.

Parte 2: O que não se pode vender

Não deveríamos vender sonhos, o futuro, o planeta e o cosmo. Não deveríamos vender a servidão disfarçada de liberdade. Mas é exatamente isso que ora enfrentamos e, portanto, é disso que precisamos falar.

1. Os aparelhos ideológicos corporativos

Creio ser importante realizar uma breve reflexão conceitual e teórica, de modo a garantir um pouco de densidade às questões propostas neste ensaio de utopia. Para tanto, inspirado em Louis Althusser (1918-1990) e seu Aparelhos ideológicos de Estado (1970/1998), desejo falar sobre os aparelhos ideológicos corporativos. De partida, aviso que se trata de mera inspiração nominal – e não de leitura sistemática e apropriação dessa obra em profundidade.

Os aparelhos ideológicos corporativos são instituições/organizações ligadas à iniciativa privada dedicada à obtenção de lucro, sobretudo grandes grupos empresariais, cujo principal propósito é o estabelecimento, divulgação e reprodução de ideais, valores, práticas e símbolos relacionados aos ideais fundamentais do capitalismo contemporâneo. Quanto a esses fundamentos, portanto, não estou a considerar uma versão qualquer do modo de produção capitalista. Não se trata, por exemplo, do legado industrial de “heróicos” barões como John D. Rockefeller Sr. ou Henry Ford. Aqui me refiro ao que chamamos de acumulação flexível de capital e que se define por: desregulamentação do regime de trocas e das relações entre capital e trabalho; organização da atividade econômica em redes, com protagonismo do capital transnacional; relações profissionais mediadas por aplicativos; e a sedutora retórica da autorrealização empreendedora, para consumo de trabalhadores radicalmente alienados e atomizados. Esse construto ideológico, com seus personagens e crenças, se ergue contra tudo que possa significar uma ruptura de caráter coletivo, seja ela real ou imaginária. Ato contínuo, nas atuais disputas entre capital e trabalho, associações de classe e sindicatos são vistos como inimigos figadais do “progresso” e qualquer coisa à esquerda de Ronald Reagan (1911-2004) é tachada como comunismo.

Antes de falarmos das organizações dedicadas especificamente à difusão de ideias e formação de lideranças multiplicadoras, é preciso dizer que as próprias empresas/corporações são aparelhos ideológicos corporativos. Todas as vezes em que esses empreendimentos são dotados de uma “cultura interna forte”, alinhada aos valores descritos até aqui, eles contribuem para divulgação das matrizes ideológicas do capitalismo. Vejamos um exemplo. As empresas ligadas ao fundo de investimentos 3G Capital, que possui entre seus fundadores Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Hermmann Telles, são notabilizadas por cultivarem um conjunto de princípios cujo lema unificador é brilho nos olhos e faca nos dentes. Trata-se de afirmar a importância de um comportamento individualista e ultracompetitivo – ainda que sob um discurso contraditório do “time” -, estimular as jornadas de trabalho intermináveis; atuar de forma extremamente agressiva no mercado, vendendo produtos ou comprando a concorrência; garantir planilhas e números favoráveis, ainda que à custa da qualidade dos produtos e história das empresas. Os critérios de reconhecimento e promoção pela antiguidade do trabalhador são ignorados e passa à frente o profissional/executivo com melhor resultado, em uma dinâmica de premiação da juventude – seja por sua disponibilidade para moldagem ética, seja pela resistência física mesmo. As empresas controladas ou influenciadas por esse fundo são, por si, disseminadoras dessas ideias e, desse modo, podem ser consideradas aparelhos ideológicos corporativos. Para que fique evidente seu impacto nas relações sociais, com destaque para o Brasil, basta dizer que a lista de ativos do fundo inclui a Kraft Heinz Company, Restaurant Brands International (Burger King e Tim Hortons), AB InBev (representada em nosso país pela Ambev), Lojas Americanas e São Carlos Empreendimentos (empresa dedicada à administração e investimento em imóveis comerciais).

Isso posto, é preciso ver o papel desempenhado pelas organizações paracorporativas que se dedicam à difusão desse corpo valorativo. Trata-se de uma combinação do que seriam os chamados think tanks – laboratórios de ideias -, grupos de empresários “preocupados em mudar o mundo, começando pelo Brasil”, fundações de estímulo à educação e cursos de formação de novas lideranças políticas. Essas organizações parecem mais bem financiadas, articuladas e esteticamente atualizadas que os tradicionais institutos político-partidários e os movimentos sociais organizados, sobretudo aqueles à esquerda. Podemos elencar os seguintes nomes, no cenário nacional: Instituto Brasil 200; Fundação Lemann; Fundação Educar; Movimento Acredito; Lide (Grupo de Líderes Empresariais); Livres; Instituto Millenium; Instituto Four/ProLíder; Instituto Liberal; Instituto Mises Brasil; e Instituto de Estudos Empresariais. Obviamente, essa é somente uma lista com alguns nomes mais chamativos e não se pretende exaustiva.

Todos esses grupos afirmam trabalhar no estudo e difusão de convicções liberais. Não se trata exatamente disso, no entanto. Não estamos a falar necessariamente de garantias fundamentais liberais que poderiam ser mapeadas até o Iluminismo, tampouco daqueles trechos de Adam Smith em que o autor trata o trabalho como motor central da geração de riqueza. O recorte liberal é, na verdade, libertário, libertariano ou algo assemelhado, e diz respeito essencialmente à rejeição de tudo que possa significar uma causa coletiva. Temos, assim, a recusa à regulação, à fiscalização, ao Estado, aos sindicatos, entidades representativas do trabalho e qualquer proposta de transformação social que não esteja aparentemente centrada no indivíduo e verdadeiramente voltada aos interesses do capital. Ainda que o termo “democracia” apareça na divulgação dessas instituições, os propósitos unificadores desse campo político repousam sobre o lucro, a gestão draconiana do trabalho e a racionalidade eticamente esvaziada. Não se trata, que fique claro, de vazio ético quanto ao que costumamos chamar de corrupção – desvio, roubo, suborno, tráfico de influência etc. Trata-se de vazio relacionado à falta de propósitos para nação e o mundo: o antiprojeto em marcha se resume à conversão de todos os indivíduos trabalhadores em nós/átomos de uma rede mediada por aplicativos.

2. Uma tentativa de conclusão

Talvez seja possível buscar coesão entre as duas partes deste texto considerando que a utopia da primeira seção só pode existir se os aparelhos ideológicos corporativos perderem sua capacidade de ingerência no debate público. Essas instituições são as principais reprodutoras do discurso da inescapabilidade às categorias analíticas do capital. Assim como Stálin afirmava não existir nada além do Volga, na Batalha de Stalingrado, o totalitarismo do capital afirma não existir nada além do mercado e de uma previdência “equilibrada”, ainda que isso signifique a canibalização de velhinhos aposentados. Atualmente, o sequestro do discurso e das lideranças se dá de forma tão sofisticada que existe, até no campo progressista, quem acredite no tal empreendedorismo do bem ou na modernidade de Tabata Amaral. Aproveito para concluir esta análise com a contribuição da nobre deputada: essa exótica personagem é a quintessência da colonização ultralibertária de corações e mentes, traz o discurso da novidade, mas é apenas uma personificação humana dos aparelhos ideológicos corporativos.


Observação importante: creio que o uso do termo aparelhos ideológicos corporativos não é particularmente comum. Não obstante, quero registrar que notei ao menos uma utilização do mesmo, na seguinte referência:

NORONHA, Fábio Jabur de. “Montagem eletrônica: a forma vídeo-cinema não-formalista de algoritmo”. In: AVANCA CINEMA 2021. Publicado em 25 out. 2021., em: https://publication.avanca.org/index.php/avancacinema/article/view/341. Acesso: 10 abr. 2022.


Referências

ALTHUSSER, Louis. Aparelhos Ideológicos de Estado. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1985.

BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio D’Água, 1991.

CORREA, Cristiane. Sonho Grande. São Paulo: Primeira Pessoa, 2013.

DARDOT, Pierre & LAVAL, Christian. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016.

DELEUZE, Gilles. “Post-scriptum sobre as sociedades de controle” In: Conversações. São Paulo, Editora 34, 1992.

DIEGUEZ, Consuelo. Bilhões e lágrimas: a economia brasileira e seus atores. São Paulo: Portfolio Penguin, 2014.

FREITAS, Maria Ester de. Cultura organizacional: identidade, sedução e carisma? Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006.

GAULEJAC, Vincent de. Gestão como doença social. Ideologia, poder gerencialista e fragmentação social. Aparecida: Ideias & Letras, 2007.

HARVEY, David. Condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 2013.

LIMA, Diana Nogueira de Oliveira. “Ethos emergente: notas etnográficas sobre o sucesso”. In: Revista brasileira de ciências sociais. São Paulo, ANPOCS, vol. 22, n. 65, outubro/2007, p. 73-83.

LÓPEZ-RUIZ, Osvaldo. Os executivos das transnacionais e o espírito do capitalismo: capital humano e empreendedorismo como valores sociais. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2007.

MARX, Karl. O Capital: Crítica da economia política. Livro 1: O processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2011.

MARX, Karl & ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 2005.

MORRIS, Charles R. Os magnatas. Porto Alegre: L&PM, 2009.

SENNETT, Richard. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 2007.

VIANA, Silvia. Rituais de sofrimento. São Paulo: Boitempo, 2012.


Imagem destacada: sonda Cassini em primeiro plano, com Saturno e seu hexágono polar ao fundo. NASA, 2017. Disponível aqui. Acesso: 09 abr. 2022.

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